"Eleanor e Park" de Rainbow Rowell


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Editora: Novo Século
ISBN: 9788542801255
Páginas: 328
Sinopse: "Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo."


Já conhecia a obra da Rainbow Rowell pelo livro "Fangirl", entretanto, quando peguei esse livro na livraria nem reparei que era dela. Apesar que hoje eu acho deveria ter associado. Uma ruiva com um coreano? Isso é TÃO tumblr. Por consequência TÃO essa linda!. Enfim, voltando. As únicas palavras que li foram "Park", "Coreano" e quando li "X-men", "Watchmen", "The Cure" e "The Smiths" o tio do caixa já estava me olhando com uma expressão preocupa em função dos meus gritinhos! A história é dividida em "dois pontos de vistas", por assim dizer. Esse não é um daqueles livros que fazem você se sentir meio o Professor Xavier dos X-men, pois fica alternando o pensamento de dois personagem. Ao invés disso, o que muda é o foco narrativo entre eles, algo parecido com o que acontece na série dos "Heróis do Olimpo" do Rick Riordan.

O livro se passa em 1986 e conta com alguns elementos da época como fitas de músicas ou quadrinhos ou filmes que estavam sendo lançados na época. Entretanto, a história é tão fechada no relacionamento entre Eleanor e Park que se fecharmos os olhos, poderíamos jurar que essa história está acontecendo agora mesmo em algum cidade pequena dos Estados Unidos (A única diferença é que atualmente o livro teria uma quantidade mais absurda de Selfies, claro.)

Justamente esse clima vintage com personagens "jovens", mas que agem como se tivessem uns 60 anos, fez com que eu associasse a obra automaticamente a livros como "Culpa das Estrelas" ou "As Vantagens de ser Invisível". Entretanto, ele nunca chega a ter a mesma carga dramática ou profundidade emocional dos outros dois. Principalmente, porque ambos os protagonistas tem defeitos muito fortes e torna difícil para o leitor se identificar com ele do que com a adorável Hazel ou com "vem no colo da Tia", Charlie.


"Eleanor tinha razão. Não tinha boa aparência. Era como uma obra de arte, e arte não deve ter boa aparência, mas sim fazer a gente sentir alguma coisa"
- Página 166
WOW! Isso na verdade tá certo. Qualquer livro que descreve tão bem o princípio da arte moderna merece o meu respeito.


Incomodou-me muito o fato de que algumas partes do livro ficaram bichadas. Não encontrei nenhum erro de gramática ou de concordância muito grave, porém ouve um desleixo da equipe da Novo Século em passagem da obra. Como, por exemplo, o ponto de vista de Eleanor na página 253 na qual todos os parágrafos são narrativos, porém eles recebem um travessão no início de cada um, pontuação que é usada nessa obra para indica fala.


"-Ninguém acha orientais atraentes. - Park disse finalmente."
- Página 274
Park obviamente não conhece o K-pop ou fangirls. Se bem que não sei se esse movimento já havia começado naquela época.


Agora, com o advento do google e tudo mais, espero que o pobre Park tenha superado essa crise de que asiáticos não são bonitos. Apesar de que o Park é tão amorzinho que mesmo que ele tivesse duas cabeças e um rabo eu ainda deixava ele aparecer lá em casa para tomar um chá. De qualquer maneira, sinto-me na obrigação de deixar registrado aqui que existem muitos coreanos lindos e espero que se o nosso mestiço algum dia, por ventura dos hiperlinks da vida, venha parar no meu blog eu esteja ajudando a auto-estima dele a melhorar um pouco.

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Eu tinha muitas reclamações sobre o final do livro (Acredito que todos que leram o livro esperaram por uma mesma cena no final típica de final de novela com todo mundo dando porrada, jogando merda no ventilador...). Apesar de ainda acreditar que a história merecia uma cena dessas, até porque eu adoro um barraco a la novelas-mexicanas-que-passam-dubladas-no-sbt, entendi que esse espisódio não ajudaria a autora a contar a história que ela queria.

O background familiar da protagonista é importante e ajuda a formar o caráter inseguro dela, sem falar de prender muito o leitor que fica indignado com o padrasto monstro de Eleanor e sua mãe passiva que expõem os filhos aquele tipo de perigo dentro de casa. Entretanto, em última instância, isso é apenas uma trama secundária. A história não é sobre os conflitos familiares de Eleanor ou de Park, mas sim sobre Eleanor & Park. Tanto que nenhum deles pode ser apontado como um personagem mais protagonista do que o outro, pois o verdadeiro personagem principal da história é esse relacionamento imperfeito deles. O desfecho da trama ficou coerente com o ritmo do resto da narrativa. É como no filme "(500) Dias com ela", o livro começa no dia 1 quando eles se conhecessem e termina quando... Não vou contar para vocês como termina. Se quiserem descobrir vão ter de ler! (Ou ver o filme caso não tenham visto "(500) Dias com ela".

Assim, como eu já disse entendi isso como sendo a intenção da autora, mas ainda senti falta de uma cena dramática com gente levando bofetadas na cara. Por isso, apesar de entender narrativamente porque a autora escolheu conduzir a história da maneira que ela fez, como leitora, o livro me frustrou.

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É um livro fácil de ter, eu terminei em apenas um dia. Por vezes ele parece até um pouco um "mix" de todas essas histórias de amor indies que vem emplacando nos best-sellers e catalisa essa energia de uma forma que esse deve ser a história mais indie e/ou hipster (Mesmo com o seu sucesso mainstream) que li nos últimos tempos. A história te envolver em um primeiro momento, mas quando o livro tem que mostrar a que veio ele acaba morrendo na praia e fica aquele clima morno. É um livro legal, mas deixou aquela sensação no ar de que tinha alguma coisa faltando.

Nível de Fangirl:

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Beijos

2 comentários

  1. É um livro maravilhoso, eu já li e fiz resenha também apesar das pessoas reclamarem bastante do final assim como você, mas eu amei porque foge do clichê que estamos acostumados. <3
    http://www.descrevendonuvens.com/

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    Respostas
    1. Cara, mas eu não desgostei do final. Muito menos do desfecho deles. O que me irritou foi como acabou o relacionamento da Eleonor com aquela família dela! Queria mais drama e mais sangue lá! Kkkk
      Beijos

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